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Polícia Civil confirma que criança sequestrada após assassinato da mãe foi morta em MG

Evellyn Jasmin Machado Acacio tinha 4 anos quando desapareceu, em 2023; investigação aponta o pai como mandante do crime

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou nesta quinta-feira (27) que Evellyn Jasmin Machado Acacio, sequestrada em 2023 após o assassinato da mãe, foi morta. A informação foi divulgada durante uma entrevista coletiva realizada no Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), em Belo Horizonte.

O caso começou em julho de 2023, quando a cabeleireira Ketlyn Oliveira foi assassinada a tiros em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela havia sido atacada dentro de um salão de beleza e posteriormente morta nas proximidades.

No dia seguinte, o corpo de Ketlyn foi encontrado dentro de um carro abandonado na BR-040, em Contagem. O corpo de Ana Raquel, proprietária do salão onde o crime começou, também foi localizado.

Desde então, a Polícia Civil realizou uma extensa operação para tentar localizar Evellyn. Segundo os delegados Álvaro Huertas e Murilo Ribeiro, os investigadores percorreram mais de 200 mil quilômetros por cinco estados — Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Bahia — durante as buscas.

Pai da criança é apontado como mandante

De acordo com as investigações, o pai de Evellyn e ex-marido de Ketlyn, que estava preso, teria sido o responsável por ordenar o plano criminoso.

Segundo a Polícia Civil, inconformado com o fim do relacionamento, ele já teria participado anteriormente do assassinato de um então namorado de Ketlyn. Após o crime, a mulher passou a denunciar publicamente o ex-companheiro e outros envolvidos.

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A investigação aponta que os criminosos chegaram a instalar um dispositivo no veículo de Ketlyn para monitorar seus deslocamentos.

No dia do crime, ela foi seguida até o salão de beleza em Sabará. Ana Raquel teria tentado impedir a ação e acabou sendo agredida com uma martelada na cabeça.

Os criminosos colocaram Ketlyn, Evellyn e Ana Raquel em um veículo e deixaram o local. Durante o trajeto, Ketlyn conseguiu abrir a porta e pulou do carro em movimento. Os criminosos retornaram e efetuaram disparos contra ela.

Ana Raquel também foi morta a tiros posteriormente. O veículo foi abandonado na BR-040 e os suspeitos seguiram em outro carro, alugado e com placas removidas e película escura nos vidros, segundo a investigação.

Criança teria sido morta após ser mantida em sítio

Após o sequestro, Evellyn foi levada para um sítio alugado na região do distrito de Ravena, em Caeté.

Segundo a Polícia Civil, como a criança conhecia os envolvidos e chamava uma das criminosas de “tia”, os autores teriam decidido matá-la para evitar que ela pudesse identificá-los.

A investigação aponta que Evellyn foi assassinada no dia seguinte e que seu corpo teria sido descartado em uma área de mata da região.

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Após o crime, os suspeitos teriam lavado o veículo utilizado na ação e o devolvido à empresa responsável pela locação.

Caso continua em investigação

Três pessoas foram indiciadas e denunciadas pelo Ministério Público. A Justiça recebeu a denúncia, tornando os envolvidos réus. Um dos suspeitos morreu em setembro de 2024.

A Polícia Civil realizou buscas na região onde o corpo de Evellyn teria sido deixado. No entanto, após mais de três anos, as condições do local dificultaram a localização dos restos mortais.

Apesar da confirmação da morte da criança, as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do crime e responsabilizar os envolvidos.

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