Empresário acusado de matar companheira e simular acidente vai a júri popular

Justiça pronunciou Alison de Araújo Mesquita, preso desde dezembro de 2025; crime vitimou Henay Rosa Gonçalves Amorim.
O empresário Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, será levado a julgamento pelo 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, acusado de matar a companheira, Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, e tentar simular um acidente de trânsito para esconder o crime, ocorrido em dezembro de 2025.
A decisão é da juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, que entendeu haver indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri. O empresário permanece preso preventivamente desde dezembro de 2025, quando foi detido durante o velório da vítima, em Divinópolis.
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Justiça aponta provas suficientes
Na decisão de pronúncia, a magistrada destacou que a materialidade do crime foi comprovada por boletim de ocorrência, laudos periciais e exame de necropsia, que concluiu que Henay morreu em decorrência de asfixia mecânica causada por constrição cervical, associada a traumatismo cranioencefálico.
Segundo as investigações da Polícia Civil, a vítima foi morta dentro do apartamento onde morava com o companheiro, no bairro Nova Suíça, em Belo Horizonte. Em seguida, o corpo teria sido colocado no banco do motorista do veículo e levado até a MG-050, em Itaúna, onde ocorreu uma colisão para simular um acidente de trânsito.
Investigação reuniu imagens e perícias
O caso começou a ser esclarecido após o depoimento de uma funcionária da praça de pedágio, que afirmou ter visto Henay desacordada ao volante enquanto Alison conduzia o carro a partir do banco do passageiro.
A partir desse relato, a Polícia Civil reuniu imagens de câmeras de segurança, ouviu testemunhas e realizou diversas perícias.
As investigações apontam ainda que câmeras registraram o empresário carregando o corpo da vítima até a garagem do prédio e colocando-o dentro do veículo. Além disso, foram encontrados vestígios de sangue de Henay no apartamento e exames de DNA identificaram material genético do acusado sob as unhas da vítima.
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Histórico de violência
Conforme a Polícia Civil, durante a investigação também foram localizadas pesquisas feitas pelo investigado sobre acidentes fatais, medicina legal e morte por asfixia.
As apurações revelaram ainda um histórico de violência doméstica. Imagens registradas em agosto de 2025 mostram Alison agredindo Henay com socos e aplicando um golpe conhecido como “mata-leão”. Na ocasião, ela foi atendida em uma unidade de saúde com traumatismo cranioencefálico leve e hematomas.
Mensagens recuperadas pelos investigadores mostram que Henay relatou a amigos que nunca havia sido agredida daquela forma e que tinha medo de morrer.
Defesa nega acusação
Durante audiência de instrução realizada em maio deste ano, Alison negou ter cometido o crime. Segundo ele, a morte ocorreu durante uma discussão entre o casal, quando ambos disputavam o controle do volante do veículo.
O empresário também afirmou que as imagens em que aparece carregando um objeto até a garagem registravam apenas a retirada de um colchão do apartamento.
Com a decisão de pronúncia, o acusado será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. A data da sessão ainda será definida pela Justiça.







