Servidores da educação entram em greve contra reforma da Previdência em Divinópolis

Servidores da educação municipal de Divinópolis iniciaram greve nesta sexta-feira (3) em protesto contra a proposta de reforma da Previdência do município. O movimento foi aprovado em assembleia realizada na última segunda-feira (29) e é organizado pelo Sintemd (Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal de Divinópolis).
Segundo a categoria, as mudanças apresentadas pela Prefeitura durante as negociações não atendem às principais reivindicações dos servidores. Embora alguns pontos tenham sido discutidos, o sindicato considera que as alterações têm pouco impacto diante das demandas consideradas prioritárias.
Os trabalhadores afirmam que a greve só será encerrada caso o projeto de reforma seja retirado integralmente da Câmara Municipal.
“A partir de agora, a greve só será suspensa se o projeto for retirado da Câmara. Suspendemos o movimento no primeiro momento para negociar, mas entendemos que apenas ganharam tempo. Agora, só retomaremos qualquer discussão após a retirada integral da proposta”, afirmou um representante do sindicato durante a assembleia.
Greve deve ganhar reforço na segunda-feira
De acordo com o Sintram (Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Centro-Oeste de Minas), os servidores do quadro geral da Prefeitura também deverão aderir à paralisação na próxima segunda-feira (6).
Nesta sexta-feira, os trabalhadores realizam um ato em frente ao Centro Administrativo. A expectativa é de que profissionais da educação e demais servidores municipais participem do movimento contra a reforma previdenciária.
Na quinta-feira (2), servidores também protestaram na Câmara Municipal. O projeto, porém, não foi votado e segue em tramitação nas comissões. A expectativa é que a proposta seja apreciada pelos vereadores antes do recesso parlamentar, previsto para a segunda quinzena de julho.
O que diz a Prefeitura?
Em nota, a Prefeitura de Divinópolis informou que respeita a decisão dos servidores e reconhece que o direito de greve é garantido pela Constituição.
O Executivo também destacou que os trabalhadores que optarem por não aderir à paralisação devem ter assegurado o direito de exercer suas funções normalmente, sem qualquer tipo de constrangimento ou impedimento.
Sobre a educação, a administração municipal ressaltou que a paralisação impacta diretamente a rotina de alunos, pais e responsáveis.
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