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Mulher de 54 anos morre atropelada enquanto aguardava carreata pró-Lula em Minas Gerais; motorista fugiu

Uma mulher de 54 anos morreu após ser atropelada por um carro na noite de sábado (24), na rodovia MG-425, em Vargem Alegre, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. A vítima estava próxima ao portal de entrada da cidade, onde aguardava, junto a outras pessoas, a passagem de uma carreata de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O atropelamento aconteceu por volta das 19h15. Segundo a Polícia Militar, a mulher foi atingida por um veículo e arremessada a aproximadamente dez metros de distância. Ela sofreu diversas fraturas, chegou a ser socorrida e encaminhada para atendimento hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.

O motorista fugiu do local sem prestar socorro e não havia sido localizado até o encerramento da ocorrência.

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Testemunhas afirmam que veículo teria acelerado

De acordo com o boletim de ocorrência, a carreata havia saído do município de Entre Folhas e seguia em direção a Vargem Alegre, onde moradores aguardavam a chegada dos participantes.

Testemunhas relataram aos policiais que o veículo envolvido no atropelamento teria acelerado ao se aproximar da entrada da cidade.

A Polícia Militar informou que o trecho da MG-425 possui limite de velocidade de 60 km/h, sinalização adequada e pavimentação em boas condições.

Após o acidente, os militares isolaram a área para os trabalhos da perícia e iniciaram buscas pelo condutor.

Polícia identifica veículo e proprietário

Durante as investigações iniciais, a Polícia Militar conseguiu identificar o veículo suspeito e seu proprietário registrado, um homem de 25 anos que possui uma agência de veículos em Caratinga.

Os policiais localizaram, nas redes sociais da empresa, um anúncio de automóvel com características semelhantes às do veículo envolvido no atropelamento. Segundo o registro policial, a publicação foi retirada do ar poucos minutos depois.

Equipes realizaram diligências em endereços relacionados ao suspeito, incluindo uma propriedade na zona rural, mas não conseguiram localizá-lo.

O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que deverá investigar as circunstâncias do atropelamento e apurar a responsabilidade do motorista.

Manifestantes protestam e pedem justiça

Após a morte da mulher, participantes da mobilização retornaram ao local do acidente para protestar e pedir justiça.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, uma manifestante lamentou o ocorrido e destacou que outras pessoas, incluindo crianças, também estavam próximas ao ponto do atropelamento.

Até o momento, não há confirmação de que o atropelamento tenha sido motivado por questões políticas ou pela realização da carreata.

A Polícia Civil deverá esclarecer a dinâmica do acidente e verificar se existe alguma relação entre a ocorrência e a manifestação.

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