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Mulher atropelada e arrastada por 1 km na Marginal Tietê apresenta evolução no estado de saúde

A mulher de 31 anos atropelada e arrastada por cerca de 1 quilômetro por um carro na Marginal Tietê, em São Paulo, apresentou evolução em seu quadro clínico neste fim de semana. Segundo familiares e amigos, Tainara Souza Santos abriu os olhos e conseguiu se comunicar com a família por meio de olhares e sorrisos, apesar de ainda depender de aparelhos para respirar e ter o estado de saúde considerado delicado.

O caso, ocorrido no dia 29 de novembro, chocou a capital paulista e segue sendo investigado como tentativa de feminicídio. Tainara permanece internada em um leito de UTI do Hospital das Clínicas, em São Paulo, e já passou por quatro cirurgias, incluindo a amputação das duas pernas, devido à gravidade das lesões causadas pelo atropelamento e arrastamento.

Condições médicas e novos procedimentos

De acordo com os familiares, a vítima apresentou complicações pulmonares, incluindo um pneumotórax, sendo necessária a realização de drenagem torácica. Ela permanece sedada e entubada, sem previsão de alta hospitalar, e deve passar por uma nova cirurgia de enxerto ainda nesta semana, para tratamento dos ferimentos.

Acusado virou réu e família protesta por justiça

O ex-companheiro apontado como autor do crime, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, foi preso no dia seguinte ao ocorrido, em um hotel na Zona Leste de São Paulo. A Justiça o tornou réu por tentativa de feminicídio, além de outros crimes relacionados ao caso.

No último sábado (13), familiares, amigos e apoiadores realizaram uma manifestação na Vila Maria, zona norte da capital, pedindo justiça por Tainara, reforçando a comoção e a pressão social em torno do caso.

Família mantém esperança

Mesmo diante das sequelas físicas e emocionais, a família relata pequenas, porém importantes evoluções, como a abertura dos olhos e reações à presença da mãe e de parentes próximos. A recuperação, no entanto, ainda é considerada longa e exige acompanhamento médico intensivo e novos procedimentos cirúrgicos.

O caso segue repercutindo nacionalmente e reacende o debate sobre violência contra a mulher, prevenção e a responsabilização penal em crimes de gênero.


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