
Amanda Christina Souza Pinto, acusada de matar a própria mãe, Maria do Rosário de Fátima Pinto, de 67 anos, e a filha, uma menina de 10 anos, será julgada pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (30), em Belo Horizonte. A sessão está marcada para começar às 8h30, no 1º Tribunal do Júri da capital.
Os crimes ocorreram em março de 2023, dentro do apartamento onde a família vivia, no bairro Piratininga, na região de Venda Nova. Amanda foi denunciada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e responde pelos dois homicídios com diferentes qualificadoras.
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Acusação aponta violência doméstica contra a mãe
Segundo a denúncia do MPMG, Amanda mantinha uma relação marcada por agressões psicológicas e violência patrimonial contra a mãe. A acusação sustenta que o crime contra a idosa teria ocorrido depois que ela deixou de fornecer recursos financeiros à filha.
No caso de Maria do Rosário, Amanda responde por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, recurso que teria dificultado a defesa da vítima, além de qualificadoras relacionadas ao fato de o crime ter ocorrido contra uma mulher em contexto de violência doméstica e familiar.
Filha também foi morta, segundo a acusação
Em relação à menina de 10 anos, o Ministério Público sustenta que o homicídio teria sido cometido para garantir a ocultação do crime anterior. Também são consideradas qualificadoras o meio cruel, o recurso que teria dificultado a defesa da vítima e o fato de a criança ter menos de 14 anos e estar sob a guarda da acusada.
As investigações apontaram que os dois crimes ocorreram no apartamento da família. Após as mortes, Amanda teria tentado tirar a própria vida utilizando gás de cozinha e foi encontrada inconsciente, mas acabou socorrida com vida pelo Corpo de Bombeiros.
Julgamento acontece nesta quarta-feira
Amanda foi presa após os crimes e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Atualmente, ela permanece presa.
A defesa informou que, devido ao segredo de justiça e à estratégia adotada no processo, não prestaria esclarecimentos antes da sessão plenária.
O julgamento desta quarta-feira caberá ao Tribunal do Júri, responsável por decidir sobre a responsabilidade criminal da acusada.
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