Caso Dhandara: jovem de 18 anos encontrada morta em Divinópolis; adolescente é investigado e nega participação

O corpo de Dhandara Kellen Ferreira Jerônimo, de 18 anos, foi encontrado no dia 13 de setembro em uma área de mata no bairro Primavera, em Divinópolis. O caso mobiliza autoridades e gera grande comoção na cidade. A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte, enquanto um adolescente é investigado como suspeito, mas nega envolvimento.
Desaparecimento e localização do corpo
Dhandara estava desaparecida desde 10 de setembro. Após dias de buscas feitas por familiares e amigos, seu corpo foi localizado às margens de uma lagoa, já em avançado estado de decomposição. O reconhecimento foi feito por uma tia no IML. A causa da morte ainda aguarda confirmação pericial.
De acordo com relatos de familiares, o corpo apresentava sinais de agressão. A jovem foi encontrada sem roupas, com um pneu sobre o corpo e indícios de violência sexual.
A mãe gravou uma denúncia emocionada: “foi agredida e estrangulada até a morte”.
Suspeito se apresenta à polícia
O nome de um adolescente circulou como principal suspeito nos dias seguintes ao crime. Ele compareceu espontaneamente à Polícia Civil no dia 19, acompanhado do advogado Nabil Roblos, e prestou depoimento sob sigilo.
Segundo o defensor, o menor nega participação no crime e alega ter sido vítima de acusações precipitadas e de “linchamento moral” nas redes sociais. Fotos do jovem chegaram a ser compartilhadas em grupos de WhatsApp, aumentando a pressão.
O advogado explicou que o adolescente deu versões diferentes em alguns momentos por medo de retaliação, mas insiste na inocência do cliente. O processo tramita como ato infracional, em segredo de justiça, e até o momento não há mandado de apreensão contra ele.
Relação entre vítima e suspeito
Segundo a defesa, Dhandara e o adolescente tinham um relacionamento próximo, marcado por amizade e intimidade, com encontros frequentes nos últimos anos. A mãe da vítima, porém, afirma que o suspeito já havia agredido a filha anteriormente, inclusive na época escolar. O advogado reconhece desentendimentos, mas nega agressões graves ou sistemáticas.
Investigações em andamento
A Polícia Civil aguarda os resultados da necropsia e de outros exames técnicos para esclarecer a causa da morte e confirmar a dinâmica do crime. O inquérito segue em andamento com novas diligências e análise de provas.
Enquanto a família de Dhandara pede justiça e espera que o caso seja tratado como feminicídio, a defesa do adolescente pede cautela:
“Justiça não pode se confundir com desejo de vingança”, disse o advogado.
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