Ator e diretor Gracindo Jr. morre aos 83 anos no Rio de Janeiro

O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na noite desta terça-feira (1º), aos 83 anos, no Rio de Janeiro. Segundo informações confirmadas pelo portal G1, o artista morreu em sua residência, por causas naturais.
Filho do consagrado ator Paulo Gracindo (1911-1995), Gracindo Jr. construiu uma carreira de mais de cinco décadas nas artes cênicas, com trabalhos no teatro, televisão, rádio e cinema. Ele deixa uma trajetória marcada por importantes participações na história da televisão brasileira.
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Artista participou dos primeiros anos da TV Globo
Gracindo Jr. teve uma relação histórica com a TV Globo. Ele participou da inauguração da emissora, em 1965, e já estava contratado desde dezembro de 1964, quando a empresa ainda não havia iniciado oficialmente suas transmissões.
Em entrevista ao Memória Globo, em 2022, o artista relembrou sua chegada à emissora e a importância daquele período para sua carreira.
Ao falar sobre a influência do pai em sua trajetória profissional, Gracindo Jr. destacou os ensinamentos relacionados à responsabilidade e ao respeito pelo trabalho.
Paulo Gracindo, considerado um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira, teve uma carreira de 65 anos e passou por rádio, circo, televisão e cinema. Segundo o filho, o ator era uma pessoa delicada, amiga e solidária e tinha no trabalho uma de suas grandes paixões.
Carreira começou aos 15 anos
Nascido com o nome de Epaminondas Xavier Gracindo, Gracindo Jr. iniciou a carreira artística aos 15 anos, em 1959, na Rádio Nacional, onde trabalhou como ator e redator.
Sua estreia no teatro aconteceu na peça “A Escada”, de Oswald de Andrade. Na televisão, participou de diversas produções que marcaram diferentes períodos da dramaturgia brasileira.
Entre os trabalhos estão “Rosinha do Sobrado”, “Padre Tião”, “A Rainha Louca”, “A Próxima Atração”, “Os Ossos do Barão” e “Supermanoela”.
O ator também dividiu trabalhos com o próprio pai em produções como “O Bem-Amado” e “O Casarão”, chegando a interpretar protagonistas em diferentes fases das histórias.
Ao longo da carreira, Gracindo Jr. também integrou os elencos de novelas como “Mandala”, “O Salvador da Pátria”, “Rainha da Sucata”, “Deus nos Acuda”, “Explode Coração”, “Anjo de Mim”, “Esplendor” e “Celebridade”.
Como diretor, esteve à frente de produções como “Marron-Glacé” e do programa “Os Trapalhões”. Ele também criou e apresentou os primeiros videoclipes exibidos pelo programa “Fantástico”, contribuindo para novas experiências na televisão brasileira.
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Trabalhos no cinema e na TV Record
No cinema, Gracindo Jr. participou de filmes como “Os Homens que eu Tive” (1973), “Os Trapalhões na Serra Pelada” (1982), “Floresta das Esmeraldas” (1985), “Desterro” (1991), “A Selva” (2004) e “Segurança Nacional” (2010).
Nos anos 2000, também trabalhou em produções da TV Record, incluindo as novelas “Cidadão Brasileiro” e “Poder Paralelo”, além da minissérie “Rei Davi”.
Apesar de ter se formado em psicologia, Gracindo Jr. nunca exerceu a profissão e dedicou sua vida às artes.
Família
Gracindo Jr. deixa a esposa, Daisy Poli, com quem foi casado por quase 50 anos, e cinco filhos. Entre eles estão os atores Gabriel Gracindo, de 48 anos, e Pedro Gracindo, de 41 anos.
O corpo do artista será cremado nesta quinta-feira (3), no Rio de Janeiro.
Com uma carreira que atravessou diferentes gerações da televisão, do teatro e do cinema brasileiro, Gracindo Jr. deixa sua marca na história das arte







