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Pastor revoltado queima bandeira do Corinthians e desabafa na web: “Mexeu com o meu Salvador, mexeu comigo. #CorinthiansNuncaMais”

Pastor deixou de torcer para o time paulista após o desfile da escola de samba Gaviões da Fiel encenar Jesus Cristo sendo derrotado por demônios. Escola tentou explicar que a cena não se tratava de Jesus Cristo – e sim Santo Antão, mas não colou.

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O pastor Efraim Ferreira, morador de Manhuaçu, leste de Minas Gerais, postou um vídeo em seu perfil no Facebook, onde se mostra muito revoltado com o time do Corinthians, proprietário também da escola de samba Gaviões da Fiel. No vídeo ele repudia a Gaviões da Fiel dizendo que a escola zombou da fé, tanto dos cristãos evangélicos, quanto dos católicos ao encenar satanás vencendo Jesus Cristo durante o desfile no Anhembi.
Durante seu relato, Efraim incendeia uma bandeira do time paulista falando que era torcedor e diz, “a partir de hoje vou torcer para o Corinthians perder todos os jogos, não vou torcer para nenhum time de São Paulo”
“Está aqui o meu repúdio contra esse time, contra essa diretoria que ficou sabendo disso, que eu tenho a certeza que foi ensaiado, isso não foi feito de qualquer jeito, então, está aqui ó, o timão… Timão coisa nenhuma. É Cristo! Jesus Cristo nosso Senhor e nosso salvador… Ele é que é a minha bandeira agora, tá e vai ser para sempre! Estou queimando vocês, viu torcedores do Corinthians”, disse o pastor enquanto queimava a bandeira.
ENTENDA O CASO
O desfile da escola de samba Gaviões da Fiel este ano encerrou a segunda noite do Carnaval de São Paulo em meio a polêmicas. Reeditando o samba-enredo de 1994: “A Saliva do Santo e o Veneno da Serpente”, trouxe várias representações religiosas para a avenida, embora o objetivo seria contar uma lenda árabe sobre o surgimento do café.
Elogiado pelos comentaristas da TV e nas redes sociais, a performance também gerou muitas críticas. Em especial por conta da representação da ‘batalha do bem contra o mal’ onde Satanás e seus demônios confrontavam Jesus e seus arcanjos.
Embora o tema fosse o café, a religiosidade deu o tom. No terceiro carro alegórico havia uma gigante escultura de Oxalá, com pretos velhos e Exus nas laterais e um enorme São Jorge, padroeiro do clube e da escola de samba no topo.
Em outros carros alegóricos, figuras de Satanás, associado à serpente, que teria enganado Santo Antão, conforme o tema proposto para o samba-enredo.
Contudo, a representação de Antão com as características geralmente atribuídas a Cristo gerou debate. Em especial no momento em que ele é aparentemente derrotado pelo diabo.
Para usuários das redes sociais ficou evidente que a representação era de Jesus, embora a escola alegue que era de Santo Antão, um monge cristão que viveu no Egito no século III.
Primeiramente porque logo atrás da comissão de frente havia uma alegoria do santo com uma representação de um homem careca e com roupas longas, bem diferente do passista que carregava uma coroa de espinhos na cabeça e com apenas um tecido enrolado no quadril.
SANTO ANTÃO
Além disso, o momento onde ele cai, com os braços estendidos em forma de cruz e o passista que interpreta o Diabo coloca o tridente sobre o ‘santo’ remete a uma postura vitoriosa do mal, o que incomodou muitos cristãos.