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Pai de santo é preso em Divinópolis suspeito de estupros e aborto

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Um homem de 53 anos, que atuava como pai de santo em Divinópolis, no Centro-Oeste do Estado, foi preso preventivamente nesta segunda-feira (8) pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) suspeito de realizar estupros contra pelo menos cinco mulheres. Também há indícios que ele tenha engravidado duas pessoas e praticado aborto em uma delas.

Segundo a instituição, as investigações tiveram início em março de 2020, quando a PCMG recebeu denúncia de que um líder espiritual teria praticado diversos abusos sexuais contra várias mulheres e adolescentes. Conforme apurado, durante as sessões, o homem se aproveitava de sua posição para cometer os abusos contra elas, que o procuravam buscando auxílio para cura de doenças.

A delegada que preside o inquérito, Maria Gorete Rios, contou um pouco sobre como aconteciam os crimes. “Segundo relato das vítimas, o líder espiritual ministrava chás e sabonetes de ervas com a promessa de cura. O homem então começava a acariciar o corpo delas, sob o argumento de estar fazendo o ato em nome de espíritos”, informou.

Ainda de acordo com a delegada, há fortes indícios de que ele tenha transmitido uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) para uma adolescente. As cinco mulheres já identificadas têm idades entre 28 e 56 anos – algumas delas relataram que foram ameaçadas pelo pai de santo quando disseram que parariam de frequentar o centro espiritual e o denunciariam.

Após reunir provas, a polícia representou pela prisão do suspeito, o que foi acatado pela Justiça. Ele foi detido quando saía de sua casa, no bairro Floresta, em Divinópolis.

O investigado foi indiciado pelos crimes. “Ao todo, três inquéritos foram concluídos e remetidos à Justiça, com indiciamento do investigado pelos crimes de estupro e aborto. Além disso, um quarto inquérito está em andamento e apura a paternidade do filho de uma das vítimas, o qual supostamente seria do investigado”, informou a PCMG.

Ele foi encaminhado ao sistema prisional. À polícia, o homem negou todas as acusações.

A ação policial foi realizada no âmbito da operação Resguardo, que, em três meses, prendeu 814 pessoas por crimes contra mulher.

Fonte : O Tempo

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