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MP deflagra operação que investiga pagamento de propina para reservar túmulos em cemitério de Formiga

Os alvos da operação são servidores e ex-funcionários do Serviço Municipal de Luto

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou nesta sexta-feira (9) a Operação “Cemitério Maldito”, que investiga o pagamento de propina para reservar túmulos no cemitério público de Formiga. Os agentes cumpriram oito mandados de busca e apreensão e seis cautelares contra servidores e ex-servidores do Serviço Municipal de Luto.

Segundo o MPMG, o esquema ocorria há 14 anos no departamento. Os coveiros cobravam em torno de R$ 2 mil a R$ 3 mil de propina para reservar túmulos para famílias no Cemitério Público. Eles enterravam um caixão vazio na cova e pregavam uma placa com o nome da família. Quando morria alguém da família, o corpo era sepultado na cova. O chefe do esquema tinha sido exonerado, mas continuou atuando por meio dos coveiros.

“Um servidor de confiança da Prefeitura nos trouxe as informações. Inclusive, vídeos de caixões sendo enterrados sem nenhum corpo. Isso foi em julho do ano passado. A partir disso, começamos as investigações junto com a Promotoria de Patrimônio Público”, informou o promotor Ângelo Ansanelli ao MG1.

Os envolvidos poderão responder por corrupção passiva e peculato, quando o funcionário público se apropria ou desvia bens a que tem acesso em razão de seu cargo. Quem pagou pelo túmulo, poderá ser processado por corrupção ativa. “Há também o fato de que eles cobravam das famílias para cuidar destes túmulos. Os coveiros faziam isso no horário de serviço e com os insumos da Prefeitura. Há mais dois fatos que vamos aprofundar nas investigações: o eventual desvio de urna funerária pública para particular e abastecimento de veículo particular com dinheiro da Prefeitura. Estes dois fatos temos que aprofundar mais. Vamos fazer isso com a análise dos documentos apreendidos”, acrescentou o promotor.

A Prefeitura de Formiga revelou por meio de nota que instaurou procedimento administrativo contra um dos envolvidos no esquema e se colocou à disposição da Justiça para colaborar com as investigações.

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Com informações do G1

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