
Atualmente, 1.130 mulheres aguardam na fila para realizar mamografia em Divinópolis, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Com a nova recomendação do Ministério da Saúde (MS), esse número tende a aumentar, já que mulheres de 40 a 49 anos agora podem realizar o exame via SUS, mesmo sem sintomas ou histórico familiar.
Nova recomendação
Anteriormente, o rastreamento preventivo era indicado apenas a partir dos 50 anos. Agora, a detecção precoce é incentivada para mulheres entre 40 e 49 anos, faixa etária que concentra 23% dos casos de câncer de mama no país. A decisão de realizar o exame deve ser conjunta entre paciente e profissional de saúde, avaliando os benefícios e riscos individuais.
“Essa orientação reforça a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e orienta os municípios a ajustarem suas estratégias de assistência à saúde da mulher”, afirmou a Prefeitura de Divinópolis.
Impacto em Divinópolis
Na cidade, das 1.130 mulheres na fila, 285 têm entre 40 e 49 anos. A oferta média é de 650 exames por mês, mas o alto índice de absenteísmo — quando pacientes não comparecem após agendamento — dificulta o atendimento. A Semusa informou que já iniciou o planejamento para ampliar o serviço e capacitar profissionais de saúde.
Além disso, a faixa etária para rastreamento ativo também foi ampliada, contemplando agora mulheres de 50 a 74 anos (antes o limite era 69 anos), que realizam a mamografia a cada dois anos, mesmo sem sintomas. Quase 60% dos casos de câncer de mama estão concentrados nesse grupo.
Panorama nacional
Em 2024, mulheres com menos de 50 anos representaram 30% das mamografias realizadas pelo SUS, mais de 1 milhão de procedimentos. No mesmo ano, o sistema realizou 4 milhões de mamografias de rastreamento e 376,7 mil exames diagnósticos. O câncer de mama segue sendo o tipo mais comum e letal entre mulheres no Brasil, com cerca de 37 mil casos anuais.
Novos medicamentos
O Ministério da Saúde também anunciou a incorporação de novos tratamentos ao SUS, incluindo:
- Trastuzumabe entansina: para pacientes que mantêm sinais da doença após quimioterapia pré-cirúrgica.
- Inibidores de ciclinas (abemaciclibe, palbociclibe e ribociclibe): indicados para câncer de mama avançado ou metastático com receptor hormonal positivo ou negativo.
A ampliação do acesso aos exames e tratamentos aproxima o Brasil de práticas internacionais, como as adotadas na Austrália, reforçando a importância da detecção precoce e do tratamento adequado do câncer de mama.
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