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Ex-superintendente da PF em Minas diz não saber por que foi exonerado

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Responsável pelo órgão no estado na época do atentado contra Bolsonaro, delegado ia depor sobre tentativa de interferência no órgão, mas foi dispensado

Ex-superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais e uma das testemunhas arroladas no inquérito sobre a tentativa de interferência do presidente Jair Bolsonaro no órgão, o delegado Rodrigo Teixeira afirma que nunca soube o motivo de ter sido exonerado do cargo no estado, em janeiro de 2019. “Eu fui informado por volta do dia 10 ou 11 de janeiro de 2019 que seria exonerado, mas não soube o motivo”, afirmou o policial ao colunista da Veja, Matheus Leitão.

A exoneração de Rodrigo Teixeira da superintendência foi publicada no diário oficial no dia 29 de janeiro de 2019, cerca de 18 dias após o aviso de que ele não seria mais chefe da PF em Minas Gerais. O policial era o responsável pelo órgão no estado quando o presidente Jair Bolsonaro foi esfaqueado por Adélio Bispo, em Juiz de Fora, ainda na campanha eleitoral, em setembro de 2018.

“A publicação da minha exoneração no Diário Oficial da União ocorreu, salvo engano, no dia 29 de janeiro de 2019”, diz o policial que assumiu em seguida a força-tarefa sobre as investigações do rompimento da barragem em Brumadinho, no interior do estado. A saída dele do posto de superintendente é considerada rápida para os padrões da PF porque o novo superintendente no estado não havia chegado. A transição, em casos como esses, pode demorar entre dois a três meses.

Na quarta-feira, 13/05, Rodrigo Teixeira seria ouvido no inquérito sobre a tentativa de interferência política na corporação por Jair Bolsonaro, provavelmente porque o presidente questionou o resultado da investigação sobre a facada dada por Adélio Bispo. O questionamento do presidente ocorreu após as denúncias do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro sobre supostos comportamentos impróprios de Bolsonaro relacionados à PF.

Rodrigo Teixeira, contudo, foi dispensado do depoimento. O policial recebeu mensagem no celular na qual foi avisado que o depoimento que daria ao inquérito sobre a tentativa de interferência política na corporação não seria mais necessário. “Segundo a escrivã que assessora a delegada que preside o inquérito afirmou que eu estava dispensado da oitiva por não haver mais necessidade”, explicou Rodrigo Teixeira. Os índices de produtividade da gestão de Rodrigo Teixeira à frente da PF em Minas eram bons e subiam no fim de 2018, incluindo o número de operações realizadas. O policial tinha o apoio da categoria, recebeu uma moção dos policiais da região para que continuasse no posto e foi eleito para o sindicato da categoria.

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