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Divinópolis já tem sete casos confirmados de meningite. Dez pessoas estavam com sintomas de doença mas três casos foram descartados, entre eles, o de uma criança de dez anos de idade que está internada na UTI do Hospital São João de Deus. Na região  são 27 confirmados.

Meningite é o dado à inflamação da meninge, membrana que recobre o sistema nervoso central.  É   uma doença grave, potencialmente fatal, que costuma ser causada por agentes infecciosos, tais como bactérias, vírus e fungos.  A Secretaria de Saúde ainda não informou qual das manifestações foi registrada em Divinópolis e a reportagem aguarda dados.

A meningite meningocócica, que é um tipo de meningite bacteriana causada pela bactéria Neisseria mengitidis, é a forma mais temida, pois seu quadro pode ser rápido e devastador.

Com a inclusão da vacina no calendário  de vários países, a ocorrência de meningite por  bactérias vem caindo drasticamente, principalmente entre as crianças. Porém, nos adultos que não foram vacinados, a incidência  ainda é alta e por isso eles devem procurar o posto de saúde para colocar em dia a caderneta de vacinação.

COMO SE PEGA

O modo mais comum de contágio da meningite é através do contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. Ao contrário da crença popular, a meningite não é transmitida com tanta facilidade como a gripe, e um contato prolongado é necessário para o contágio. Familiares, colegas de turma, namorados e pessoas que residem no mesmo dormitório são aqueles com maior risco. A meningite é transmitida pela saliva, porém, compartilhar copos e talheres parece não ser um fator de risco grande. É preciso que esse comportamento se repita com frequência para haver um risco elevado. Já a troca de beijos, principalmente se de língua e prolongados, é um via perigosa de transmissão.

Contatos ocasionais, como apenas um comprimento, uma rápida conversa, ou dividir o mesmo ambiente por pouco tempo oferece pouco risco. Mesmo que durante uma aula você sente ao lado de alguém infectado, se esta exposição for menor do que seis horas, o risco de contágio é baixo.

As bactérias não sobrevivem no ambiente, não sendo necessário isolamento dos locais onde foi registrado algum caso. Fechamento de escolas e salas de aula são desnecessárias e só servem para causar pânico na população.

Não há risco de transmissão de meningite durante velórios. Primeiro, porque o falecido não respira e, portanto, não libera bactérias nas secreções respiratórias. Segundo, porque em um velório o tempo de exposição é bem menor do que seis horas.

A maioria das pessoas que se contaminam com o meningococo não desenvolvem doença. A bactéria fica na orofaringe durante algum tempo até ser eliminada pelo sistema imunológico. Apesar de não desenvolver a meningite, as pessoas contaminadas podem transmitir a bactéria para outras. Na verdade, apenas 1% das pessoas que têm o meningococo na saliva adoecem, o resto torna-se apenas transmissores assintomáticos e transitórios da bactéria.

SINTOMAS

O período de incubação da meningite bacteriana é, em média, de 3 a 4 dias. A maioria dos pacientes são internados 24 horas após o aparecimento dos primeiros sintomas.

O quadro típico é de febre alta, rigidez da nuca, intensa dor de cabeça e prostração. A evolução para sepse é rápida, e quanto mais se posterga o início do tratamento com antibióticos, pior costuma ser o prognóstico.

A crise convulsiva também pode ser uma das manifestações inicias da meningite.

Na meningite pelo meningococo podem surgir um rash, que são lesões de pele avermelhadas que, às vezes, causa confusão com outras infecções, tais como rubéola, sarampo ou até dengue.

Quando a infecção ultrapassa as meninges e atinge o cérebro, temos o quadro de meningoencefalite, podendo ocorrer convulsões, coma e paralisia motora.

O diagnóstico é feito através da punção lombar, onde consegue-se aspirar o liquor para avaliação laboratorial. Através desta avaliação é possível determinar não só a existência de meningite, como também a sua causa.

Os pacientes que se recuperam da meningite podem ficar com sequelas, como AVC com paralisias motoras, surdez, diminuição da capacidade intelectual e quadro de epilepsia.

Fonte: Sistema MPA

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