Divinópolis implanta projeto para detectar precocemente atrasos no desenvolvimento infantil

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Divinópolis implantou, em agosto deste ano, o Projeto VIDI – Vigilância do Desenvolvimento Infantil, iniciativa de caráter preventivo que busca identificar, de forma precoce, atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor de crianças com índices abaixo dos esperados.
O projeto atende crianças matriculadas nas unidades municipais, especialmente das turmas de Creche II e III, permitindo a observação antecipada de possíveis características neurodivergentes. A proposta é garantir práticas pedagógicas adequadas desde o início da aprendizagem, evitando que dificuldades evoluam para defasagens maiores.
Como funciona o projeto
A avaliação é feita por meio de amostragem: cerca de oito crianças por turma passam por testes específicos que analisam diferentes áreas do desenvolvimento. Após a aplicação, um relatório é entregue ao professor regente com orientações de atividades a serem trabalhadas em toda a turma, não apenas com as crianças avaliadas.
Quando é identificado atraso significativo na linguagem, a criança é encaminhada ao fonoaudiólogo, com orientação à família. Nos casos de atraso motor, o encaminhamento é feito para fisioterapia. Em todos os atendimentos, o envolvimento da família é considerado essencial para evitar prejuízos futuros na aprendizagem.
O método utilizado
A fisioterapeuta responsável pelo VIDI, Danielli Ramalho de Oliveira, explicou que as avaliações utilizam o Denver II, instrumento internacionalmente padronizado para triagem de atrasos em crianças de 0 a 6 anos.
“Do relatório surge um encaminhamento com orientações para o professor trabalhar o que foi apresentado no teste, prevenindo defasagens e até possíveis deficiências”, explicou.
Segundo Danielli, a maior dificuldade encontrada está ligada à linguagem, muitas vezes prejudicada pela falta de estímulo dentro de casa e pelo uso excessivo de telas.
“As famílias, às vezes, pelo dia a dia corrido, não estão conversando com as crianças. Isso também pode ser consequência do uso abusivo de telas. Com a tela não há interação”, destacou.
Impacto nas famílias e na escola
A diretora administrativa do CMEI Herbert de Souza, Adriane Maria Teixeira Santos, ressaltou o impacto positivo do projeto e a participação ativa das famílias.
“A gente percebe, a partir das avaliações e do olhar atento dos profissionais, que esse olhar se estende às famílias. Elas passam a observar mais seus filhos e a acompanhar os marcos de desenvolvimento”, afirmou.
A equipe escolar pretende ampliar o número de avaliações e fortalecer as intervenções precoces.
“O objetivo é intervir cedo para garantir que as crianças tenham um desenvolvimento satisfatório ao longo do crescimento”, concluiu Adriane.
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