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Dicas para o Enem: 8 Vícios de linguagem e como evitá-los

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Vícios de linguagem ou “cacoetes” são problemas recorrentes tanto na fala quanto na escrita, principalmente sob pressão.

Conhecer esses vícios é importante para ter um bom desempenho na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), mandar bem em entrevistas e não comprometer seu resultado em alguma outra prova.

A partir de agora, você entenderá quais são os vícios de linguagem mais comuns, como identificá-los e evitá-los.

O que são os vícios de linguagem

Vícios de linguagem são desvios das normas gramaticais do idioma, ou seja, o desrespeito às regras da língua-padrão em virtude de desconhecimento ou má assimilação dessas regras por parte de quem fala ou escreve.

Lembre-se: esses vícios são mais comuns na fala do que na escrita. Porém, é normal transferirmos esses mesmos “erros” de conversação quando escrevemos.

Aqui estão os principais vícios de linguagem.

Barbarismo

Emprego de palavras ou expressões estranhas ao idioma. Existem os seguintes tipos de barbarismo:

  • cacografia – má grafia ou flexão de uma palavra (pobrema / problema, mortandela / mortadela, interviram / intervieram);
  • silabada – mudança da posição da sílaba tônica de uma palavra (rúbrica em vez de rubrica, catéter em vez de cateter, filântropo em vez de filantropo).

Estrangeirismo

É a utilização de palavras pertencentes a outros idiomas. De acordo com a origem, recebem o nome de francesismo ou italianismo, germanismo, galicismo, entre outros. 

O estrangeirismo é um tipo de barbarismo, mas, por ser tão comum, merece um destaque. Normalmente, ocorre quando uma palavra é grafada como na língua de origem.

Exemplos:

  • shampoo (em vez de xampu);
  • pedigree (ao invés de linhagem, raça);
  • démodé (em vez de fora de moda).
  • crush (ao invés de paquera).

Se estiver em uma conversa informal, não há problema em usar estrangeirismos. Entretanto, na redação do ENEM, evite esses termos. 

Procure um sinônimo simples em seu próprio conhecimento de língua enquanto falante nativo. Palavras mais simples podem ser mais eficazes.

Solecismo

Esse vício trata de qualquer erro cometido contra as regras da sintaxe. Os erros de concordância e regência (verbais e nominais), assim como de colocação pronominal, são denominados solecismos.

  • Concordância: Ainda falta cinco minutos para as oito horas. (em vez de: faltam);
  • Regência: Devemos obedecer os mais velhos. (ao invés de: aos mais velhos);
  • Colocação: Darei-te todo o meu apoio. (em vez de: Dar-te-ei).

Ambiguidade

É a característica de uma palavra, expressão ou frase que possui duplo sentido ou que gera dúvida quanto ao significado.

Exemplos:

  • João foi atrás do cachorro correndo. (O João estava correndo ou quem estava correndo era o cachorro?);
  • O pai discutia com o filho sobre sua educação. (Educação de quem? Do filho ou do pai?);
  • O guarda conduzia o garoto para sua casa. (Casa de quem? Do garoto ou do guarda?);
  • Meu pai foi embora da loja de sapatos. (O pai estava usando sapatos ou a loja vendia sapatos?);
  • Ele sentou na cadeira e quebrou o braço. (Ele quebrou o próprio braço ao sentar na cadeira ou quebrou o braço da cadeira ao sentar?).

Para evitar esse vício de linguagem, tente ser o mais direto possível na sua fala ou na sua redação. Procure deixar bem claro quem ou o que é referenciado no texto.

Gerundismo

É o uso inadequado do gerúndio. Comumente encontrado em atendimentos de telemarketing.

Exemplos:

  • “Eu vou estar passando sua solicitação para o setor de cancelamento”;
  • Vamos estar fazendo a transferência”;
  • Vou estar te ajudando”.

O gerúndio serve para mostrar uma ação de continuidade, o que não é o caso dos exemplos.

Para corrigir isso, remova o verbo “estar” e coloque o verbo principal no infinitivo (vou passar, vamos fazer, vou ajudar).

Outra forma de sanar essa questão é conjugar o verbo principal no futuro do indicativo (passarei, farei, ajudarei).

Cacofonia

Ocorre quando sílabas de palavras diferentes se encontram, resultando em uma terceira palavra de sentido ridículo ou, às vezes, obsceno.

Exemplos:

  • Da boca dela só sai asneiras.
  • Na vez passada, nós ganhamos o jogo.

Pleonasmo vicioso

É um dos vícios de linguagem mais comum de encontrar e produzir. Ele trata do uso de palavras ou expressões redundantes e desnecessárias.

Exemplos:

  • A bola saiu para fora do campo;
  • Fabiano é o principal protagonista de Vidas Secas.

Neologismo

O neologismo está ligado a termos que não foram oficialmente incorporados à norma padrão da língua. Ele é mais comum quando há lacunas de conceitos não preenchidas.

Exemplos:

  • shippar;
  • googlar;
  • internetês;
  • stalkear.

Dicas para não esquecer os vícios de linguagem durante a prova do ENEM

Para criar bons hábitos, é necessário repetição. O mesmo acontece com os maus costumes. Identificar e entender esses vícios é um dos principais passos para conseguir evitá-los.

A pressão que a prova do ENEM exerce sobre os participantes pode ser um problema se o tempo não for administrado da maneira correta.

Quando o horário está acabando, tendemos a ficar menos concentrados. Por isso, confira algumas dicas para você se atentar e corrigir seus vícios de linguagem.

Neologismo X Estrangeirismo

Há uma diferença entre o neologismo e o estrangeirismo. O primeiro ocorre quando o termo ou expressão correspondente não existe na língua destino. 

Já a apropriação desnecessária de um termo estrangeiro usado para expressar algo que já existe na língua, é classificada como estrangeirismo.

Aprimore o vocabulário

É muito difícil escrever uma redação com um vocabulário pobre. Por isso, leia bastante sobre os mais variados assuntos.

Assim, você não se preocupará com o tema da redação e conseguirá desenvolver seus argumentos sem precisar se incomodar com vícios de linguagem.

Deixe o texto descansar

Revisar a sua redação é um passo muito importante para evitar erros, como os vícios de linguagem. Procure montá-la nos primeiros minutos de prova. 

Depois de pronto, faça as questões objetivas e deixe o texto descansando por um período. Após isso, corrija-o com cautela. Às vezes, um erro simples pode passar despercebido quando revisamos a redação sem deixá-la respirar.

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