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Brasil

A participação divinopolitana na tomada de Monte Castelo, na Segunda Guerra Mundial

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Por Salete Michellini

Comemoramos hoje os 76 anos de um fato heróico que muitos moradores de Divinópolis participaram.

Em 21 de fevereiro de 1945, a FEB (Força Expedicionária Brasileira) realizou a sua mais importante conquista nos campos de batalha europeus: a tomada do Monte Castelo. O ataque ao Monte Castelo custou muito caro à FEB: quase duas centenas brasileiros tombaram em combate. Mas, o feito entrou para a História como a maior façanha conseguida pelos soldados brasileiros na Segunda Guerra.

Formada durante o governo Getúlio Vargas em 1943, a FEB (Força Expedicionária Brasileira), que era constituída de oficiais, convocados e voluntários que se alistaram com o intuito de poder ajudar as forças aliadas no combate ao nazi-fascismo na Europa.

Em 1944, seguiram quatro contingentes de brasileiros e mais um contingente em 1945, perfazendo um total de 25.000 soldados brasileiros na Itália. Ficaram 227 dias no front de guerra e se juntaram às tropas aliadas: norte-americanos, ingleses, sul-africanos etc.

Os aliados avançaram 400km a dentro do território italiano dominado pelo inimigo. Libertaram mais de 50 localidades e fizeram quase 20.000 prisioneiros.

A melhor e mais rápida forma de comunicação da guerra para informar a população era o rádio. A “Rádio Nacional” do Rio de Janeiro, trazia notícias e fazia entrevistas com os soldados na Itália, diariamente, às 19h pelo programa “A Hora do Brasil”, como também, às 20h pelo programa “Repórter Esso”.

Em Divinópolis, alguns locais que possuíam aparelhos de rádio, puseram alto-falantes que eram ligados no horário das notícias.

Os pontos centrais onde a população se juntava para ouvir notícias eram na porta da Padaria Rosicler, na esquina da Av. Independência (atualmente Antônio Olímpio de Morais) com Rua Minas Gerais e no Cine Alhambra, onde também foi colocado um alto-falante.

Vinte e oito praças da cidade partiram para o solo italiano.

Sargentos: o 2º Sargento José da Costa Valério, o 3º Sargento Henrique Loureiro dos Santos e o também 3º Sargento Raimundo Nunes;

Cabos: Alazir Gontijo de Araújo, Antônio Vicente da Silva, Davi Ferreira Dâmaso, Henrique Alves de Oliveira, João Amaral dos Santos, Raimundo de Almeida Santos, Samuel Rocha, Vicente Ferreira Valério e Walter Pereira da Silva.

Soldados: Amador Pedro Caetano, Carlos Quintiliano, Domingos Francisco Brandão, Frederico Benedito Filho, Jadir Nunes, José Alves Cordeiro, João Batista Leite, José Diniz dos Santos, José Ferreira Lopes Filho, José Silva de Souza, José Teodoro, Olvimar Rodrigues, Pedro Pereira Gontijo, Reny Rabelo, Rubens Mariano Pacheco e Salvador Duenhas.

Combatentes com ligação com Divinópolis ou que vieram viver em Divinópolis:

Capelão Frei Orlando,

Subtenente: Assuero de Barros Lovaglio;

Sargentos: Eli Barbosa da Silva, Joaquim Bernardes Guadalupe, Mariano Meireles Neto, Moacir Pereira Abreu, Osmar Gomes de Oliveira, Paulo de Castro, Roberto Donaldo Vespúcio, Sabino José de Oliveira;

Cabos: Cândido Pereira Guimarães, Célio de Andrade Souza, Francisco Romualdo Novais Neto, Heitor Raimundo dos Santos, Horizontino Neves, Joaquim Antônio Dimas, José Belarmino de Melo, José da Cruz, José dos Reis Correia, José Jorge Castanheira, José Marchiore Cândido, Murilo Tibúrcio de Canto Jr., Orlando Batista, Rubens Antônio Câmara, Saturnino Alves Garcia, Waldemar Domingos de Almeida;

Soldados: Agripino Pereira da Silva, Altamiro Ribeiro dos Santos, Amador Alves de Andrade, Anézio Ribeiro da Silva, Antônio Francisco dos Santos, Antônio de Souza Neves, Antônio Diniz Borges, Clarindo Costa, Elídio Afonso Guimarâes, Geraldo Fernandes da Silva, Geraldo Mariano da Silva, João Alves de Oliveira, João Cassemiro, João Gonçalves Dias, João Okada, José Antônio dos Santos, José de Assis, José Eugênio, José Ferreira de Matos, José Loures Fonseca, José Resende Vaz, Júlio dos Santos, Lino José de Paula Filho, Luiz Ferreira da Silva, Messias Lara Nestor de Oliveira Amaral, Newton Cabral Resende, Osvaldo Francisco da Silva, Pedro Luciano Pereira, Renato Teixeira, Sílvio Rabelo da Costa.Para homenagear os bravos combatentes, a cidade denominou Viaduto dos Expedicionários ao viaduto do Porto Velho.Fonte de pesquisa:Artigo Acadêmico “SOMBRAS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NA CIDADE DO DIVINO”. Autor: Izaac Erder Silva Soares .Foto do dia da tomada de Monte Castelo em 21 de fevereiro de 1945 – 76 anos atrás.

Artigo produzido pela divinopolitana Salete Micheli, que contou com a ajuda do historiador Izaac Erder.

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