
A Justiça de Minas Gerais determinou que a ex-delegada da Polícia Civil Monah Zein seja submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri por quatro tentativas de homicídio contra policiais civis. A decisão foi tomada pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na quarta-feira (16), após recurso apresentado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
A decisão reformou o entendimento anterior, que havia afastado as acusações de tentativa de homicídio. Além dos quatro crimes contra a vida, a Câmara Criminal também considerou a possibilidade de Monah responder por resistência.
📲 Receba notícias em primeira mão pelo WhatsApp:
https://chat.whatsapp.com/CbCgcFXwp6p09n3RaACZXmle
Entenda o caso
O episódio ocorreu em novembro de 2023, quando Monah Zein se trancou no apartamento onde morava, no bairro Ouro Preto, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. Durante a ocorrência, houve uma negociação com policiais que estavam no lado de fora do imóvel e parte da situação foi transmitida ao vivo pela então delegada.
Segundo as acusações apresentadas no processo, Monah efetuou disparos durante a ocorrência e na direção dos policiais. A negociação se estendeu por mais de 30 horas. Ao deixar o apartamento, ela foi encaminhada para atendimento médico.
A decisão da 7ª Câmara Criminal considerou que existem elementos que permitem, nesta fase do processo, o prosseguimento da acusação de tentativa de homicídio. Entre as provas mencionadas estão autos de apreensão, laudos periciais relacionados às armas, exames toxicológicos, relatórios operacionais e perícias realizadas no local.
O relator, desembargador Paulo Camon Nogueira da Gama, apontou que os elementos reunidos indicariam a possibilidade de que os disparos tenham sido realizados com intenção de atingir os policiais ou assumindo o risco de provocar a morte deles.
Júri deverá analisar responsabilidade
Com a decisão, caberá ao Tribunal do Júri analisar se Monah Zein é responsável pelos crimes pelos quais foi denunciada. A ida a júri popular não representa condenação.
A defesa dos policiais envolvidos na ocorrência comemorou a decisão. O advogado Thiago Lenoir afirmou que considera o entendimento do tribunal “acertado” e disse que os agentes foram ao local para preservar a vida da então colega e acabaram expostos aos disparos.
O Ministério Público havia oferecido denúncia contra Monah em agosto de 2024, acusando-a de atirar contra policiais durante a negociação.
📲 Participe do nosso grupo de WhatsApp e acompanhe as principais notícias:
https://chat.whatsapp.com/CbCgcFXwp6p09n3RaACZXmle







