
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (23) a Operação Miragem, com o objetivo de desarticular um suposto esquema de fraudes no Sistema Financeiro Nacional envolvendo a gestão do Banco Digimais.
A ação mobilizou mais de 50 agentes para o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal em São Paulo, contra 10 empresas e oito pessoas físicas investigadas.
Entre os alvos está o empresário e bispo Edir Macedo, citado nas investigações por ser proprietário do banco. Como ele reside no exterior, não houve pedido de busca pessoal neste momento.
📲 Participe do nosso grupo de WhatsApp:
👉 https://chat.whatsapp.com/CbCgcFXwp6p09n3RaACZXm
De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura possíveis irregularidades na gestão do banco, incluindo a manipulação de balanços e demonstrações contábeis com o objetivo de ocultar a real situação financeira da instituição e aparentar solvência diante dos órgãos reguladores.
Ainda segundo a PF, as práticas investigadas teriam permitido a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas que alcançariam centenas de milhões de reais.
O Banco Digimais teve origem em 1981, quando foi fundado como Banco Renner. Em 2020, passou por reestruturação e se tornou um banco digital sob controle integral de Macedo. Atualmente, a instituição atua principalmente no financiamento de veículos.
A Justiça Federal também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 670,3 milhões.
📲 Receba notícias em primeira mão:
👉 https://chat.whatsapp.com/CbCgcFXwp6p09n3RaACZXm
As investigações tiveram início a partir de relatórios do Banco Central, que apontaram possíveis irregularidades na condução dos negócios e práticas financeiras consideradas temerárias. A PF também investiga operações supostamente ilegais e possíveis manipulações de informações em sistemas oficiais de controle.
O caso segue sob investigação da Justiça Federal.







