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Avanço na saúde: hospital em Belo Horizonte inicia tratamento para doença rara e emociona pacientes

O Hospital Júlia Kubitschek (HJK), unidade da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), realizou nesta quarta-feira (25/3) um evento especial para marcar o início do atendimento a pacientes com mucopolissacaridose — uma doença genética rara e progressiva.

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A iniciativa representa um avanço importante no tratamento da condição em Belo Horizonte, já que o hospital passa a atender pacientes a partir dos 16 anos, que antes eram acompanhados no Hospital Infantil João Paulo II, também da rede Fhemig.

A mudança busca qualificar ainda mais o cuidado, oferecendo atendimento adequado às necessidades específicas da fase adulta. Somente em 2025, o HJK já realizou quase cinco mil atendimentos relacionados a doenças raras.

A presidente da Fhemig, Renata Dias, destacou a importância do trabalho integrado entre as unidades. Segundo ela, a transição amplia o acesso ao tratamento e fortalece o atendimento pelo SUS.

O momento foi marcado por emoção entre equipes, pacientes e familiares. Um dos destaques foi a comemoração dos 30 anos de Victor Hugo, paciente que superou as expectativas médicas da doença. Sua mãe, Dulceneia Freitas, celebrou o novo ciclo e demonstrou confiança na nova equipe.

A pneumologista Vitória Faustino, responsável pelo ambulatório no HJK, ressaltou o desafio de unir a parte técnica ao vínculo emocional já existente com os pacientes, garantindo uma transição acolhedora.

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A mucopolissacaridose afeta a produção de enzimas essenciais para o organismo, comprometendo o funcionamento de diversos órgãos e podendo causar alterações cognitivas e físicas. O tratamento é feito por reposição enzimática, aplicada regularmente ao longo da vida.

Outro avanço importante foi a ampliação do teste do pezinho em Minas Gerais, que desde 2025 passou a detectar alguns tipos da doença ainda nos primeiros dias de vida, permitindo diagnóstico precoce e início imediato do tratamento.

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