Prefeitura abre processos disciplinares após Operação Ghost Machine em Divinópolis

Após a deflagração da Operação Ghost Machine, a Prefeitura de Divinópolis anunciou a abertura de processos administrativos disciplinares contra servidores investigados e a exoneração de uma servidora citada na operação.
A ação foi conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais em Divinópolis, com prisões e cumprimento de mandados relacionados a suspeitas de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos.
Processos disciplinares contra servidores
Durante coletiva de imprensa, a prefeitura informou que abrirá processo administrativo disciplinar contra dois servidores efetivos presos na operação:
- Gustavo Mendes, que comandou a Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos de Divinópolis até fevereiro de 2025;
- Tiago Henrique, que também atuava na pasta.
Além disso, a administração municipal confirmou que já foi elaborado um decreto para exoneração de uma servidora, que foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação.
Segundo a prefeitura, as investigações tiveram início após denúncias apresentadas pelo prefeito Gleidson Azevedo ao Ministério Público.
Revisão de contratos e economia de R$ 20 milhões
A prefeitura informou ainda que, após a saída de Gustavo Mendes da secretaria, em fevereiro de 2025, o Matheus Tavares assumiu a pasta de forma interina.
Durante esse período, foi realizada uma revisão completa dos contratos da secretaria, que, segundo a administração municipal, resultou em economia de aproximadamente R$ 20 milhões aos cofres públicos.
De acordo com o município, as irregularidades investigadas envolvem cobrança de serviços acima do que realmente foi executado, principalmente em contratos de locação de máquinas utilizadas em serviços urbanos.
Empresas investigadas continuaram prestando serviço
Mesmo após a denúncia formalizada pelo prefeito ao Ministério Público, as empresas investigadas continuaram prestando serviços à prefeitura.
Segundo o assessor especial do gabinete do prefeito, Fernando Henrique, naquele momento não havia confirmação de irregularidades que justificasse a suspensão imediata dos contratos.
Por isso, durante o período de apuração, a prefeitura realizou acompanhamento técnico e revisão dos contratos, além de abrir novos processos licitatórios, nos quais as mesmas empresas voltaram a vencer.
De acordo com o assessor, não há indícios de irregularidades na fase de licitação, e as suspeitas apontadas pelas investigações concentram-se na execução contratual, especialmente em pagamentos por serviços que não teriam sido efetivamente realizados.
Atualmente, as empresas seguem prestando serviços ao município. O MPMG recomendou a realização de auditoria nos contratos considerados suspeitos para aprofundar as investigações.
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