Homem é preso em Itaúna suspeito de incentivar ataques contra viaturas da PM em grupos de WhatsApp

Um homem de 40 anos foi preso pela Polícia Militar de Minas Gerais na sexta-feira (6), no bairro Universitário, em Itaúna, suspeito de incentivar ataques contra viaturas policiais por meio de mensagens divulgadas em grupos de WhatsApp.
A ação foi realizada por militares da 9ª Companhia de Polícia Militar Independente.
De acordo com a polícia, o suspeito participava de grupos criados para compartilhar informações sobre a localização de blitz de trânsito na cidade. Nas mensagens, ele teria incentivado integrantes do grupo a praticar atos de violência contra viaturas, chegando a sugerir que os veículos fossem incendiados.
A intensificação das fiscalizações em Itaúna ocorreu após diversas reclamações da população sobre direção perigosa e excesso de velocidade em alguns bairros. As operações de blitz têm como objetivo coibir infrações e também prevenir crimes.
👮 Abordagem e prisão
Após levantamentos e identificação do suspeito, os militares realizaram a abordagem. Segundo a corporação, o homem resistiu à prisão e chegou a arremessar o próprio celular no chão, danificando o aparelho.
Durante busca pessoal, os policiais encontraram uma porção de maconha com ele.
Diante da situação, o suspeito foi preso pelos crimes de incitação ao crime e resistência à prisão. A polícia também constatou que ele descumpria condições relacionadas à fiscalização de egressos do sistema prisional.
Ainda conforme a PM, o homem possui registros anteriores por tráfico de drogas e furto.
Ele foi encaminhado para a Polícia Civil de Minas Gerais juntamente com o material apreendido.
⚖️ Possível crime ao divulgar blitz
A Polícia Militar destacou que não tolera ameaças ou incentivos à violência contra agentes de segurança pública e reforçou que segue atuando para garantir a segurança da população.
A corporação também alertou que divulgar a localização de operações policiais em grupos de mensagens pode prejudicar ações de prevenção criminal e colocar profissionais de segurança em risco. Dependendo da gravidade, a prática pode ser enquadrada no artigo 265 do Código Penal, que trata de atentado contra o funcionamento de serviço de utilidade pública, com pena que pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa.
Segundo a PM, os administradores do grupo de WhatsApp também foram identificados e poderão ser investigados para apurar eventual responsabilidade nas publicações.
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