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Brasil deve “se preparar para o pior” diante de tensão entre Irã, EUA e Israel, alerta Celso Amorim

O assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou que o Brasil precisa estar atento e “se preparar para o pior” diante da escalada de tensão envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, no Oriente Médio. A declaração foi feita em entrevista à GloboNews.

Segundo Amorim, o cenário internacional se tornou mais delicado com o aumento das tensões e existe o risco de o conflito ultrapassar fronteiras, envolvendo outros territórios e atores de forma direta ou indireta. Ele criticou a ideia de que algum país possa agir como “juiz do mundo” e classificou como condenável e inaceitável a eliminação de um líder nacional em exercício.

Ao ser questionado sobre o que seria “o pior” cenário, o diplomata apontou para a possibilidade de alastramento do conflito. Na avaliação dele, o histórico do Irã de fornecer armamentos a grupos xiitas em diferentes países e de manter relações com organizações radicais pode ampliar o alcance e a complexidade da crise.

Amorim destacou ainda que, mesmo distante geograficamente, o Brasil pode sentir reflexos econômicos e diplomáticos. Crises no Oriente Médio costumam impactar preços da energia, comércio internacional, cadeias de abastecimento e os mercados globais.

Para o governo brasileiro, “preparar-se” significa monitorar os desdobramentos, planejar respostas estratégicas e manter uma atuação diplomática cautelosa, buscando reduzir riscos e proteger os interesses nacionais.

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