Ranking nacional do Enamed revela disparidades na formação médica no Brasil

O primeiro ranking nacional do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) nesta segunda-feira (19), evidenciou grandes diferenças no desempenho dos cursos de medicina em todo o país.
O exame avaliou as graduações em uma escala de 1 a 5, considerando o percentual de concluintes que atingiram a proficiência mínima definida pelo MEC, com base em conhecimentos essenciais para o exercício da medicina.
Cursos com melhor desempenho
Entre os 10 cursos que alcançaram conceito máximo (5), destacam-se instituições de referência nacional:
- UnDF – Universidade do Distrito Federal (Brasília/DF): 96,2%
- UNICAMP (Campinas/SP): 95,8%
- USP – Ribeirão Preto (SP): 94,7%
- UFMG (Belo Horizonte/MG): 93,5%
- UFRGS (Porto Alegre/RS): 92,7%
Essas instituições apresentaram domínio consistente dos conteúdos avaliados e passam a ser consideradas referência nacional na formação médica.
Cursos com pior desempenho
Na outra extremidade do ranking, os 10 cursos com conceito 1 registraram índices considerados críticos pelo MEC:
- UEMA (Caxias/MA): 15,4%
- UFDPAR (Parnaíba/PI): 15%
- UFNT (Araguaína/TO): 16,3%
- UFOB (Barreiras/BA): 18%
- UNIPAMPA (Uruguaiana/RS): 18,8%
Medidas e próximos passos
Segundo o MEC, os resultados do Enamed vão orientar políticas públicas, aprimorar a regulação do ensino médico e direcionar ações de supervisão. Cursos com desempenho insuficiente poderão sofrer medidas como termos de compromisso, restrição de vagas ou até suspensão de novos ingressos.
Já as instituições com alto desempenho passam a servir como modelo de boas práticas para o ensino da medicina no país.
“Os resultados do Enamed permitem identificar boas práticas e ajustar medidas de melhoria, garantindo formação médica de qualidade em todo o país”, destacou o Ministério da Educação.
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