
Um menino de quatro anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA) nível 3 e não verbal, foi encontrado amarrado dentro do banheiro de uma escola particular em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. O caso veio à tona após uma denúncia anônima e gerou grande comoção.
A ação foi realizada pelo Conselho Tutelar em conjunto com a Guarda Municipal, que, ao chegar ao local, encontrou a criança presa a uma cadeira, com os pulsos amarrados por barbante e uma cinta na altura da cintura. A professora responsável foi presa em flagrante e deverá passar por audiência de custódia. Já a coordenadora da escola foi ouvida e liberada após prestar esclarecimentos.
Segundo a advogada da família, os pais só foram informados da situação pelo próprio Conselho Tutelar. Ela afirmou que a criança já havia sido submetida a situações semelhantes, inclusive com relatos de que, na sexta-feira anterior, também teria sido amarrada. A advogada classificou o episódio como “cruel” e anunciou que pedirá o fechamento da escola, além de cobrar justiça.
Os pais da criança expressaram profunda indignação. A mãe disse nunca imaginar que algo assim pudesse ocorrer em uma instituição de ensino, enquanto o pai lamentou o tratamento desumano dado ao filho.
Conselheiros tutelares relataram choque com a cena e destacaram que jamais haviam presenciado algo semelhante em sua atuação profissional. As investigações continuam para apurar se há envolvimento de outros funcionários da escola. Até o momento, a instituição não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
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