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Adolescente que matou a família em Itaperuna planejava fugir para o Mato Grosso, diz polícia.

O adolescente de 14 anos apreendido por matar os pais e o irmão de 3 anos em Itaperuna, no interior do Rio de Janeiro, tinha uma mochila pronta para fugir para o Mato Grosso, onde pretendia se encontrar com uma jovem de 15 anos, com quem mantinha um relacionamento virtual.

A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que encontrou a mochila com os celulares das vítimas. De acordo com as investigações, o jovem já buscava emprego na cidade de Água Boa (MT), local onde a adolescente mora e trabalha. Os dois teriam se conhecido durante um jogo online.

O crime ocorreu no último sábado (21). Segundo a polícia, o adolescente confessou com frieza que atirou contra a cabeça dos pais e no pescoço do irmão mais novo, após ser impedido de viajar para encontrar a namorada virtual.

A arma usada no crime, registrada no nome do pai — que era CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) —, foi encontrada debaixo da cama. Após os assassinatos, o jovem escondeu os corpos dentro da cisterna da residência, numa tentativa de ocultação dos cadáveres. As vítimas tinham 45 e 37 anos.

Pais treinavam o filho para lutar e atirar

O delegado Carlos Augusto Aguiar, responsável pelo caso, afirmou que o pai do adolescente era faixa preta em jiu-jitsu e judô, e que ensinava o filho tanto nas artes marciais quanto no manuseio de armas de fogo. Esses aspectos, segundo a polícia, estão sendo analisados no curso da investigação.

Estamos apurando também possíveis distúrbios emocionais ou abandono afetivo, hipóteses que não estão descartadas. Sabemos que o pai era CAC e ensinava o filho a atirar e lutar, mas ainda não há confirmação de que isso tenha motivado diretamente o crime”, explicou o delegado. A polícia também identificou que o adolescente teria pesquisado na internet sobre como sacar o FGTS de uma pessoa morta — indício encontrado no histórico do celular apreendido.

Tentativa de enganar a polícia e justificativa chocante

O caso começou a ser investigado após a avó do adolescente levá-lo à delegacia para registrar o suposto desaparecimento da família, depois de não conseguir contato com os pais do garoto. À polícia, o jovem disse que o irmão teria engasgado com um caco de vidro e que os pais teriam saído às pressas para levá-lo ao hospital.

No entanto, uma perícia realizada na residência revelou manchas de sangue em colchões, roupas e pontos com sinais de queima. As inconsistências no relato levaram os investigadores a aprofundar a apuração, culminando na confissão do adolescente. Segundo o delegado Aguiar, ao ser questionado sobre o assassinato do irmão, o garoto declarou: “Matei para que ele não sofresse com a perda dos pais.” Ele foi apreendido na última quarta-feira (25) e permanece à disposição da Justiça.

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